29 de julho de 2009

Cosecha Tarapacá Cabernet Sauvignon 2007


Tomei esse vinho com meu pai e com minha madrinha de casamento Geovana, lá em BH na semana passada. O vinho é elaborado com 100% de uvas Cabernet Sauvignon provenientes da Ilha de Maipo, no Vale Central do Chile. O produtor responsável é a Viña Tarapacá Ex-Zavala. O nome da vinícola é curioso e sua história também. Clique aqui para ver os detalhes comentados pelo Gil, do Vinho para Todos.

Esse é a linha básica da vinícola, mas o vinho é bem feito. É simples claro, mas para o dia-a-dia pode ser uma boa pedida, especialmente para quem gosta de vinhos chilenos sem aquela madeira enjoativa e, na maioria das vezes, exagerada pelo contato com lascas de carvalho (chips).

E o Saul Galvão tem razão: os melhores tintos populares do Chile são feitos com a Cabernet Sauvignon. Por lá, ela não precisa envelhecer tanto para ser domada, como em Bordeaux (na França), por exemplo. Esse é o caso do Cosecha Tarapacá. Enfim, trata-se de um vinho decente e fácil de beber. No copo, sua cor é vermelha rubi, sem reflexos intensos. Seus aromas nos remetem a frutas vermelhas frescas e frutas negras maduras (como amora). Depois de um tempo na taça, surgiu algo lembrando menta. Na boca, o vinho é equilibrado, com acidez correta, taninos presentes e final médio, com amargor. Compramos a garrafa por R$18, na Forno D'Oro, lá em BH. Harmonizamos com queijos e damasco, ficou ótimo!

26 de julho de 2009

Viniterra Select Malbec 2006 - vinho nº 100!


Este é um post comemorativo. Comemoro o centésimo vinho avaliado aqui no De Vinho em Vinho!

Deixei esse vinho para essa comemoração por três razões: (1) ele foi tomado em uma ocasião especial, numa noite super descontráida com meus amigos Rogério Parentoni e Katia Bueno, (2) o Rogério é o responsável direto por minha incursão ao mundo dos vinhos, e, portanto, nada mais acertado que tomar o centésimo vinho do Blog com ele, e (3) o vinho é muito bom e seu custo-benefício é ótimo (uma garrafa custa R$29 no Supermercado Verdemar, em Belo Horizonte - onde estive na semana passada), atendendo assim, outra expectativa do Blog.

Como o post é comemorativo, convidei o próprio Rogério para que postasse suas impressões sobre o mesmo. Assim, o que segue abaixo são suas impressões, seguidas das minhas. Vamos ao trabalho:

Comentários do Rogério:
Rafael convidou-me a comentar sobre um Malbec 2006 select, vinícola Viniterra, Luján de Cuyo, Mendonza, Argentina. É incomum que rótulos de garrafas de vinhos que têm uma boa relação custo/benefício, como o tem esse Malbec (R$ 29, importado pelas Organizações Verde Mar) tragam informacoes sobre o processo de vitivinificação. Informa o produtor ipsis litteris: o vinho é macerado com as cascas de suas uvas por um periodo de 25 dias. A fermentação maloláctica acontece a 18 graus Celsius e 100% do vinho é envelhecido em barril de carvalho francês, ao longo de noves meses. Somente foram engarrafadas 6.000 garrafas. Apesar desse nivel de detalhes sobre o processo de vitivinificacao, o produtor não incluiu as informacoes do enólogo Adriano S. sobre as carcteristicas desse interessante Malbec. Obviamente não se trata de um vinho maravilhoso, porém traz caracteristicas marcantes que confirmam a excelência argentina em tartar essa uva. O aroma lembra frutas vermelhas frescas com traços de café devido a influência da madeira. É um vinho muito agradavel ao paladar, de acidez equilibrada e um pereceptivel sabor de baunilha, também uma conseqüência de sua estada no carvalho francês. É um Malbec chorão, com uma bela cor violácea. Embora não seja um vinho com fortes características gastronômicas, pede um lombo à Califórnia recheado com pasta de alho e cebola, pouquíssismo sal e salpicado com ervas finas. Tal qual aconteceu com o vinho anteriormente comentado pelo Rafael (relembre), tivemos a oportunidade de vê-lo harmonizado com os sabores do referido prato, na agradavel companhia da Chef Katia Bueno.

Comentários do Rafael:
O vinho tem cor vermelha, com reflexos em violáceos. Seus aromas são de fruta fresca e compotas de frutas, baunilha, algo harbáceo (talvez alecrim) e especiarias - o finalzinho me lembrou chocolate também. Na boca, o vinho é muito equilibrado, com acidez no ponto, taninos redondos e extremamente macios para um Malbec. O vinho é encorpado, mas o álcool (14%) nem aparece, tornando sua degustação agradável. Retrogosto persistente, frutado e com toque tostado. Como no vinho anterior (relembre), a madeira estava muito bem integrada ao conjunto (o vinho passa por um estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês), conferindo sua elegância e maciez. Harmonizamos o vinho com aperitivos (castanha de caju, queijos de massa mole e sasichas alemâs) e com um lombo de porco, acompanhado de frutas e pasta de alho - ficou ótimo! Este vinho partence à linha Premium da vinícola Viniterra e valem os 88 pontos conferidos a ele pela revista Wine Spectator. Seu bom custo benefício é indicado pelo símbolo "$" ao lado das tacinhas, como de costume neste Blog.

Muito obrigado mais uma vez por acompanhar, visitar, comentar e consultar o De Vinho em Vinho! É muito bom saber que o Blog tem cumprido seu papel! Que venham os próximos... pois, com o perdão do trocadilho, De vinho em Vinho o blog vai ganhando mais força e notoriedade!

Um grande abraço,
Rafael Loyola.
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25 de julho de 2009

Vinho nº 100!


Olá amigos!

Amanhã vou postar o centésimo vinho avaliado aqui no De Vinho em Vinho! Creio que esse momento deve ser comemorado, afinal, o Blog começou como uma maneira de me obrigar a ser um pouco mais sistemático em minhas anotações e de postar, despretensiosamente, minhas impressões sobre os vinhos que andava bebendo (relembre aqui o primeiro post), mas acabou virando um grande prazer, trouxe mais vinhos, tornou-se um aprendizado constante e, o mais importante, trouxe novas amizades!

Fechei o ano passado com 50 vinhos (relembre). Agora, com 9 meses de existência, o vinho nº 100 chega, trazendo muita felicidade. Desde o início, em outubro de 2008, o Blog recebeu aproximadamente 8.700 visitas (16 mil, incluindo os reloads). Isso dá uma média de 960 visitantes por mês! Além disso, o De Vinho em Vinho recebeu visitas de 49 países e mais de 120 cidades brasileiras. É uma marca modesta, mas que tem lá seu valor! =)

Gostaria, finalmente, de agradecer a você leitor! Suas visitas, comentários e feedbacks são importantísssimos para a vida do Blog. Saber que o mesmo tem atingido seu objetivo - o de orientar a compra de vinhos de bom custo-benefício, ajudar na escolha de presentes e estabelecer um diálogo com leitores e outros Enoblogs - é minha grande motivação! Agradeço ainda ao Gil, do Vinho para Todos, pelo convite para participar da Confraria Brasileira de Enoblogs - uma "brincadeira" sempre prazerosa e que traz divulgação para o Blog, e ao Alexandre, do Diário de Baco, pela gentil inclusão do De Vinho em Vinho no Enoblogs, o que sem dúvida trouxe mais visibilidade ao Blog.

Que venham mais vinhos e mais amigos!!! Tim-tim.

19 de julho de 2009

Medanos Bonarda - Tempranillo 2007


Tomei esse vinho com meus amigos Rogério Parentoni e a Chef Katia Bueno, numa noite cheia de boa música, bom papo e boa comida aqui em BH.

O Medanos é um vinho produzido pelas Bodegas Vinecol e elaborado com uvas Bonarda e Tempranillo cultivadas de maneira orgânica. A filosofia do projeto é refletir no vinho o cuidado com o meio ambiente, assumindo o compromisso de cumprir todas as normativas internacionais de qualidade e produção inteiramente artesanal. O consumo de orgânicos vem aumentando no mundo inteiro e o mercado de vinhos tem aderido, ainda de maneira discreta, a essa tendência.

Esse vinho possui um corte (i.e. uma mistura) que nem o Rogério, nem eu havíamos visto anteriormente: Bonarda com Tempranillo. A Bonarda é uma uva nativa da Itália e muito cultivada em Piemonte, Lombardia e Emília-Romanha. A Argentina vem apostando no cultivo dessa uva, com bons resultados - tanto que essa veriedade é a segunda mais cultivada no país. A Tempranillo é a uva espanhola por excelência, obtendo sua expressão máxima em Rioja, nordeste da Espanha. Essa uva costuma acrescentar toques doces e de especiarias, quando bem tratada com madeira.

Bom, o Medanos é um vinho evidentemente bom. No copo, tem cor rubi, com halo aquoso já em desenvolvimento. Podemos dizer também que é um vinho chorão. Seus aromas lembram frutas frescas, como cereja e talvez morango. Há também uma certa docura que advém de seu estágio em madeira, e acredito ser uma contribuição importante da Tempranillo. Aliás, a madeira está muito bem integrada ao vinho, conferindo muita elegância ao conjunto. A acidez é boa, e o álcool fica escondido pela fruta e pelos taninos macios. Um vinho muito equilibado, e fácil de beber.

Nessa noite harmonizamos o vinho com um lombo assado com abacaxi, pêssego e morangos. As frutas frescas do vinho e o toque conferido pela madeira ressaltaram as frutas do prato, deixando o contraste entre o salgado e o doce ainda mais presente e interessante. A garrafa custa R$19 no Verdemar, em BH. O vinho tem uma ótima relação qualidade-preço, o que sempre é indicado pelo símbolo "$" ao lado das tacinhas, aqui no De Vinho em Vinho.

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17 de julho de 2009

Real Forte 2005


* Atenção: fiz algumas alterações no post original em função de uma correção feita por um leitor do Blog, sobre quem produz e quem engarrafa este vinho. Veja abaixo.

Estou essa semana em Belo Horizonte (MG), visitando minha família e o primeiro vinho desses dias foi o Real Forte 2005. Minha mãe, bem mineira, ia fazer medalhão de lombo assado com couve, tutu de feijão e arroz branco. Assim, queria um vinho que harmonizasse bem com carne de porco e, dentre algumas opções que me vieram à mente, me interessei pelos vinhos do Alentejo, em Portugal. Essa região tem uma culinária que se beneficia da carne suína e, portanto, a opção seria interessante.

Não tive muito tempo para procurar, mas encontrei esse vinho tinto regional alentejano, por R$20. O vinho é elaborado com as uvas Aragonês, Castelão e Trincadeira. O vinho, como corrigido pelo leitor Luís Ribeiro, da Enoforum, é produzido pela Enoforum e engarrafado pela Adega Cooperativa Borba. O Luís ainda me disse que este vinho sequer deveria estar no mercado a essas alturas! Obrigado pelas dicas Luís.

Pois bem, o vinho não correspondeu às minhas expectativas. Na taça, o vinho tem cor vermelho-claro, com certa transparência, indicando seu pouco corpo. No nariz, há alguma fruta fresca, mas com discrição e sem nenhum entusiasmo. Na boca, o vinho é fraco, aguado e com acidez fora do ponto. Os taninos estão escondidos, e as notas de frutas são muito discretas. Com a comida, ficou um pouco melhor, ressaltando o medalhão, mas mesmo assim esperava um pouco mais. Não compro outra garrafa, aliás, não deveria ter pago mais que R$10 por essa aqui.

11 de julho de 2009

La Quercia Piemonte DOC Barbera


Tomei esse vinho outro dia com o Daniel Brito e a Monik aqui em casa, em Goiânia.

O vinho é elaborado pela Casa Vinicola Bennati, localizada na província de Verona, Vêneto (Italia). Nesse caso particular, o vinho é feito com 100% uvas Barbera, talvez a uva mais popular da região de Piemonte (Denominação de Origem Controlada, DOC), no noroeste da Itália. Essa região abriga outras regiões vinícolas importantes como Barolo e Barbaresca. O Piemonte limita-se ao norte com o Alpes (daí o nome, "aos pés dos montes"), tendo invernos rigorosos, verões amenos e um outono longo - o que possibilita um amadurecimento lento das uvas. Este aqui é um vinho jovem produzido em 2008.

Por ser jovem, esperava um vinho de cor vermelha intensa, sem halo aquoso e mais ácido. Dito e feito. No nariz o vinho tem aromas de frutas frescas (a vinícola especifica cerejas, mas não pude percebê-las. Fiquei só na fruta fresca!). Senti, ao contrário, algo lembrando madeira, embora o fabricante não fale nada a respeito. Na boca, um vinho leve, com final curto e acidez interessante para acompanhar alguns queijos e massas com molho vermelho. Enfim, o vinho é simples, mas uma opção interessante para uma degustação descontraída e sem pretensões, como a nossa naquele dia.

4 de julho de 2009

Pizzato Reserva Merlot 2005


Esse é o 31º vinho avaliado pela Confraria Brasileira de Enoblogs, uma confraria virtual criada pelos confrades do Vinho para Todos e do Viva o Vinho. A cada mês um blogueiro da Confraria escolhe um vinho e o mesmo é avaliado por todos os blogs participantes. O vinho do mês de julho foi escolhido pelos amigos Claudio e Rafaela do Le Vin au Blog.

Este vinho é elaborado pela vinícola Pizzato, no Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul. Aliás, a região está prestes a receber o status de Denominação de Origem (veja mais aqui). O vinho é um "reserva", o que nesse caso particular significa que o mesmo estagiou por 5 meses em barricas de carvalho americano.

O vinho é bom, fácil de agradar e um representante fiel dos Merlots produzidos no Vale. Na taça tem uma cor vermelha, com tons voláceos. É um vinho chorão, com várias lágrimas escorrendo pela parede do copo. Na nariz, aromas de frutas maduras, algo doce e talvez especiarias (mas muito discreto). Na boca, persistem as frutas e a madeira está muito bem integrada ao conjunto. Acho que isso foi o ponto forte do vinho. Acidez no ponto e álcool controlado lhe dão certa elegância, mas o final é curto. De qualquer maneira, o vinho é fácil de beber, até certo ponto delicado e me parece harmonizar melhor com comida que com petiscos. A garrafa custou R$34. Experimente!


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